quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Formigas - Relações intra-específicas

As formigas, tal como os tubarões, não sofreram grandes modificações na sua forma e tamanho ao longo dos últimos 60 milhões de anos. O mesmo tipo de formigas que existe actualmente no nosso planeta, habitava o mundo dos famosos dinossáurios. Os paleontólogos têm descoberto mais fósseis de formigas que fósseis de qualquer outro insecto, parecendo indicar que as formigas têm sido uns colonizadores cheios de sucesso ao longo dos tempos.
As formigas são realmente animais extraordinários, algumas delas conseguem carregar objectos que têm um peso dez vezes superior ao seu próprio peso, enquanto outras chegam a carregar com objectos cinquenta vezes mais pesados. Muitas conseguem arrastar esses objectos por longas distâncias, subindo mesmo a árvores com eles. Se os seres humanos possuíssem tanta força, uma pessoa com 45 kg conseguiria carregar um pequeno automóvel durante aproximadamente 13 km, e depois subir a maior montanha do mundo ainda com o carro às costas. É obra!

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Lição nr. 6 e 7 - Factores Bióticos


O material utillizado nas aulas pode ser consultado aqui
Os factores bióticos são as interacções que se estabelecem entre os seres vivos. As interacções podem ser intra-específicas, se os organismos forem da mesma espécie, ou interespecíficas, se ocorrerem entre seres vivos de espécies diferentes.


quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Lição 4 e 5 - Ecossistemas e Factores abióticos

Como é que os factores abióticos determinam diferentes ecossistemas?




Os factores abióticos não actuam isoladamente. A temperatura, a humidade, a Luz e outros factores interactuam, determinando o tipo de clima de uma dada região. A distribuição das diferentes espécies faz-se de acordo com o clima predominante, determinando assim os diferentes tipos de ecossistemas.
Portugal continental encontra-se numa zona de transição entre a região mediterrânica e a região temperada de influência atlântica. Estes factores climáticos e a diversidade de solos com origem nos mais diferentes afloramentos rochosos determinam uma grande variedade de paisagens ao longo do território.
Embora não existam hoje em Portugal "locais virgens" da acção do ser humano, devido à grande ocupação populacional, encontram-se ainda áreas que permitem saber qual era o coberto vegetal dominante - parte do ecossistema que mais marca a paisagem e determina as condições de vida da fauna.
A floresta autóctone dominante terá sido o carvalhal com árvores do género Quercus, onde se podiam observar facilmente mamíferos de grande porte, como veados.
Nos Açores e na Madeira, a temperatura amena e a elevada pluviosidade (com excepção da ilha de Porto Santo), associadas ao solo de origem vulcânica, determinaram as formações florestais típicas das ilhas atlânticas - laurissilva -, abrigando algumas espécies faunísticas, como o morcego dos Açores e a lagartixa da Madeira, além de uma avifauna diversificada.
Actualmente, quase toda a floresta autóctone portuguesa tem sido destruída pelos incêndios ou abatida para dar lugar à silvicultura intensiva. Também a maioria das zonas húmidas e costeiras têm sido ocupadas pela intensa urbanização.